quinta-feira, 14 de abril de 2016

Ser repugnantemente

Por que as pessoas sempre vão embora? É uma pergunta que sempre me perturba a noite. Hoje, porém, passei a descobrir a resposta: porque eu as faço ir. Isso soa masoquista, não? Mas é algo que não questiono mais.
Me coloquei no lugar do próximo. O que ele veria, o que ele sentiria, o que ele tudo. Sabe o que sou? Um verdadeiro monstro camuflado, alguém sem voz e coragem, um ser repugnante que não deveria estar vivo agora se você quer saber. Qualquer um consegue ser melhor que essa pessoa que eu me tornei. Sou tão ridícula, tão absurda, que John Bender cuspiria contra mim. Acredite, ele teria toda a razão do mundo em fazer isso, pois o que eu sou nem mesmo ele poderia aguentar.
Eu me odeio e odeio o que me tornei. Odeio o fato de eu nunca mudar isso e mais ainda o motivo pelo qual estou viva. Queria, com toda a minha fé, coragem suficiente para terminar com essa história, pois é isso que eu mereço como final. Final felizes não existem, se existem o meu é a morte.

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Yoo...