quarta-feira, 2 de março de 2016

A filosofia leiga sobre Cometas

Cometas, em termos grosseiros e rudes a ciência astrológica, tratam-se de um pedaço de rocha que vaga pelo espaço em um ciclo vicioso, pois de tempos em tempos volta a repetir seu trajeto. Particularmente eu sempre tento associar os fatos da vida em poesia e os cometas não ficaram de fora, sendo para mim comparados a vida e as pessoas.
Os cometas são belos, atraem olhares a todos os instantes, maravilhando qualquer um que tenha a oportunidade de vê-lo e ao mesmo tempo são tão misteriosos, reclusos em seu caminho constante e indesviável. É engraçado pois eles são o que são e mesmo assim, por trás de toda a luz que os glorificam como deuses, nunca perdem a linha.
Tentando ser breve, torno a repetir: pessoas são cometas. Não todas, mas uma grande maioria. Pessoas vem e vão todos os dias em nossas vidas, chegam e nos dão a honra de podermos admirá-los tornando-os parte de nós, porém logo se vão afinal, a vida é isso, o ir e vir constante. Pessoas também se abrem, afloram suas chamas de planetas em planetas por todo seu caminho a flor da pele, contudo se fecham novamente na partida.
Creio eu que esse fechamento deve-se ao fato de que por trás de uma grande revolução interna, continuamos nós mesmos bem lá no fundo de forma imutável. Então sim, nós amadureceremos nossas ideias, gostos, pensamentos, mas mudar quem somos? Isso é impossível. Sempre vamos voltar ao que eramos antes da revolução. Obviamente que com o passar do tempo você se recusa a voltar as suas origens, ou simplesmente decepciona as pessoas que te viram revolucionar e agora presenciam suas famosas colisões e explosões internas...
Uma vez um cometa, sempre um comenta. Irreversível e mutável, capaz de ser destruído ou ser o próprio destruidor. Perspicaz e admirável (ou não). Sempre em seu ciclo constante de voltar ao seu início, condenado a tal condição como castigo eterno a seus repetitivos pescados. Isolado, sempre isolado.
O que te faz ou o que torna um cometa? Aliás, você é um? Eu sou um? Todos somos cometas ou também podemos ser estrelas e planetas? No fundo todos nós sabemos a reposta e sabemos exatamente no que toda nossa vida vai resultar, mas ignoramos as conclusões por uma fina esperança que tudo mude no último segundo como nos filmes. Mas a vida real, ou melhor, no nosso universo nada termina bem assim, a morte está aí para isso.
Bom, acho que chegou o momento de concluir esse texto e finalizar aqui minhas filosofias e metáforas fajutas pois, enfim, a cafeína terminou seu efeito. Não importa o que nós somos nessa galáxia, a questão é que não podemos mudar o que somos mesmo que tenhamos a esperança de que vamos conseguir. No fim, meu caro, sempre voltamos ao nosso ponto de partida e quase tudo que conquistamos nesse trajeto, infelizmente, não passa de meras lembranças. Apesar de todo esse pessimismo que jogo sobre você, que leu o que eu aqui relato, digo-lhe para ficar feliz por tais feitos porque, apesar de não fazer diferença, ao menos por um breve momento você se sentiu vivo como se de fato houvesse conseguido mudar seu posto de cometa para qualquer outro astro que julgar melhor.
A ciência que me perdoe por ser leiga no assunto literal, porém se as estrelas se apagam ha anos luz e ainda estão sendo vistas por aqui, que mágico seria se os cometas pudessem ser assim também, não? Vivos em tese, porém mortos na realidade. Isso realmente me parece atrativo.


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Yoo...