sábado, 6 de fevereiro de 2016

Monólogo interior

O que será que dói mais: Um corte ou uma ferida surgida misteriosamente na perna? Um sorriso falso ou um coração sem vontade de viver? Saber que você não faz diferença ou ser ignorada dentro de casa? Uma lágrima noturna ou um soluço tampado por uma mordida na mão? Uma corda no pescoço ou afogar-se na banheira? Pular de um prédio alto o bastante ou jogar-se contra um caminhão? Escrever uma despedida pública ou mantela secreta como um desafio impossível? Viver enquanto morre ou morrer enquanto vive?
Comparações estranhas, mas gostaria de saber. Uma estrela quando deixa de brilhar de uma noite para outra não faz diferença em nossas vidas, até por que vivemos no passado e ela já está morta muito antes de ela passar a ser uma inútil no céu para você. É válido para tudo na vida: tudo que deixa de existir de um dia para o outro não muda nada, talvez até melhore a vida das pessoas. Ninguém se importa, as vezes ocorre algumas raridades opostas a essa lei, mas é questão de tempo até essas raridades deixarem de se importar. Com o tempo nada mais importa e tudo fica melhor quando estrelas apagam.
A escuridão é acolhedora, ela grita em silêncio e te agarra sem te tocar. Sufoca sem existir e derruba sem empurrar. A melhor amiga de uma forma mais traiçoeira que Deus criou. Afinal, afinal... Bem, não tem um afinal no fim das contas. Apenas é.


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Yoo...