segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Tentar com mais insistência

Minha ex-professora de português do primeiro ano do ensino médio, e atual amiga/confidente, sempre me alertou que eu entro exageradamente em um livro quando estou lendo. Talvez seja esse o motivo de 70% dos livros que eu leio ganharem nota quatro ou cinco e, segundo uma rede social de livros, eu ter cerca de 28 livros como favoritos. A cada livro para mim é como se tornasse parte de mim, seja por me lembrar algo que vivi ou por ocorrer fatos na minha vida real que seja, coincidentemente, extremamente idênticos a narrativa da história em si.
É impressionante como sempre ocorre algo parecido, me fazendo envolver ainda mais nessas páginas amareladas e passar horas e horas pensando sobre tais momentos. O da vez é "Os 13 porquês" que conta, resumidamente, sobre Hannah Baker, uma garota que se suicido e deixa diversas fitas cassetes contando os motivos que a levaram a isso... Ou melhor, as pessoas que a levaram a isso. Pequenos fatos que fazem tremenda diferença na vida de qualquer pessoa.
Enfim, não estou aqui para resenhar ele para vocês, até porque não terminei de ler ainda. Mas o fato é que a cada motivo que eu leio me identifico cada vez mais e mais com Hannah, me fazendo estar no estado que me encontro: chorando compulsivamente por ela.
Sabe o porquê? Porque a cada situação que ela passou se encaixa, de alguma forma, na vida de qualquer pessoa, creio eu. Inclusive, eu não estou fora dessa lista. Odeio me identificar com personagens as vezes, pois afinal não posso mudar nada (como sempre), não posso entrar lá dentro e a impedir de fazer o que fez, até porque eu mesma teria feito o serviço se fosse eu no lugar dela (como já tentei tantas vezes).
Daí você pensa (ou talvez não, mas eu pensei) tem tanta gente por aí na mesma situação que ela, ajude essas pessoas! Sim, tem toda razão, mas daí vem a melhor frase que li até o momento nesse livro "Eu queria. Eu poderia ter ajudado.(...)Então, por que você não tentou com mais insistência?". Pois é, por que não tentamos? Por que eu não tento? Por quê? Como disse um amigo uma vez, de boas intenções o inferno está cheio. E está mesmo, sou a próxima candidata sem dúvidas.
Já nem sei mais o que pensar ou o que fazer. Parar de chorar seria um bom começo. Não adiantaria terminar esse texto dizendo "vou ajudar todos que eu conhecer a partir de hoje de alguma forma" (como eu teria feito se fosse há muitos anos atrás, onde seria a Melissa agindo e não a Lis), mas sabe, seria uma promessa falsa e vazia, talvez até arrogante, pois eu não cumpriria justamente por querer cumprir.
As coisas só acontecem quando não esperamos e desejamos tais coisas. Sempre aconselho isso, deixar as coisas apenas acontecerem e ver no que elas darão, sem pressa e desejo. É como esperar por um ônibus no ponto, a partir do momento que você se distrair, seu ônibus chegará. Talvez ajudar pessoas e ser ajudada a tempo se encaixe nisso...
Então, para concluir, continuarei sendo hipócrita por estar ignorando milhões de Hannahs na vida real e por ser uma própria Hannah bem no fundinho de minha existência, porque essa sou eu e não há como mudar isso no momento em que eu me encontro, onde fazendo alusão a meu signo nada se encontra em equilíbrio. Espero que você, leitor(a), não siga meu exemplo, mas caso siga estamos no mesmo barco, então vamos brindar nossa podridão humana com Vodka.

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Yoo...