terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Relatos gélidos

Pois é, esse vai ser mais um texto deprimente sobre a chuva, mas espero que entenda, ando me sentindo vazia e com extrema saudade de minha navalha (lamento por isso), então é, este vai ser mais um texto deprimente sobre a chuva em sua vida.
Se eu sou mesmo uma flor, eu diria que me encontro alagada em minha própria água. Totalmente murcha e sem vida, estou viva não por algum motivo em si, mas apenas por infelizmente acordar e descobrir que ainda não chegou a minha hora.
Meus olhos estão pequenos tamanho o inchaço do choro da noite passada. Contudo isso não estancou o vazamento, pelo contrário, aumentou ainda mais hoje. Sem vontade comer e beber, e bem, ando fazendo o que eu faço de melhor: fingir. Fingir estar bem, fingir sorrir, fingir motivos, fingir e fingir. Não me julgue, eu estou no meu direito.
A água quente tem esse poder, me relaxa os músculo momentaneamente, porém também me trás para o fundo do poço. Tudo que faço é pensar e nada mais, em busca de algum motivo forte o bastante para me fazer sair da cama ou do quarto, mas nada, nem mesmo sessenta cores a minha disposição ajudou, tornando-as sem brilho para mim.
Ninguém pode me tirar daqui. Ninguém realmente é capaz de tal ato ou leal o suficiente, nem mesmo eu que o criei. Talvez esta chuva encha essa fossa de água e então eu terei duas opções: me afogar por completo, terminando enfim o que já devia ter tido um fim ou simplesmente chego a superfície e me reconstruo em uma nova moita sobe uma barreira mais resistente. Não sou uma garota suicida, mas as vezes gostaria de ser.

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Yoo...