sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Pipa vermelha

Quando saio na minha varanda, deparo-me com uma bela vista. Alguns telhados, árvores e muitos postes. Do ponto onde me encontrava dava uma vista perfeita de um poste e uma árvore específicos da rua de baixo, onde dali a molecada brincou dia após dia nesse mês de janeiro, aproveitando as férias.
Às dezesseis em ponto vejo a pipa vermelha subir aos céus. Nem tão alta, nem tão baixa. Um contraste perfeito com o verde da região. Voa de um lado, depois do outro, porém sempre daquele pedaço. Jamais errou a hora nem o local.
Não há nada demais naquela pipa vermelha, toda desbotada e feita de gravetos e papel. Não há nada de essencial, por assim dizer, mas desde que a vi subir pela primeira vez venho a acompanhar com certa ansiedade de ver a pipa perante as nuvens do céu neutro. Nem mesmo nos dias chuvosos a pipa deixou de estar lá.
Sem saber quem a empina ou que eu a observo, viramos colegas intimas. Ela me vê e eu a vejo, tão divertido tal modo lembrar-me da infância. Dos momentos bons que tive, melhor dizendo. Pipa vermelha, minha bajulada pipa escarlate, com o início das aulas será que ainda irei te ver nas sombras?!

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Yoo...