quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

É só a devastação adolescente

As pessoas claramente sabem que não é o fim do mundo. Eu sei. Todos sabem. Entretanto eu me reprimo a não enxergar. Talvez eu seja uma pessoa que gosta de sofrer e complicar as coisas, como alertou minha mãe há algum tempo. Preciso parar com isso, de agir novamente como uma criança mimada, e passar a seguir em frente... Mas dói tanto, tanto, tanto...
Por que iluminam seus feitos com luz fosforescente? Por que fazem questão de se lembrarem tão pouco de que isso magoa as pessoas, as vezes as perturba? Não ocorre troca de boa convivência como se imagina na fútil ilusão que criei. É deprimente e novamente dói mil vezes a palavra tanto.
Acho que para esse conflito interno a música Baba O'Riley (The Who) nunca fez tanto sentindo em todos os versos dela de forma tão contraditória para mim.
Sim, eu luto pelas minhas refeições aqui fora do campo, com minhas responsabilidades no meu modo de viver pelo qual eu não preciso lutar para provar que estou certa, que não preciso ser perdoada. Entretanto eu quero lutar, quero mudar minhas responsabilidades em uma necessidade absurda pelo perdão de todos dentro e fora do campo, pois afinal estou errada...
Aqueles felizes estão próximos, tornando o êxodo tão doloroso em um momento de união. Apagarei este fogo, mas preciso olhar por cima de seu ombro para me deliciar mais um pouco com o que eu já não creio. Posso pegar sua mão até meu medo passar? Podemos ficar juntos até ficarmos muito velhos?
No calar do dia, todo azul e roxo, frio e cheio de ruídos luminosos eu choro sem levantar meu olhar em uma devastação adolescente. Apenas mais uma devastação adolescente, onde todos estão ou deveriam estar bêbados. Eu queria estar, mas ainda me encontro prematura demais para sair deste útero. É só uma devastação...

Don't cry
Don't raise your eye
It's only teenage wasteland
...
Oh, yeah
Teenage wasteland
They're all wasted!

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Yoo...