sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Céu sem vida

O céu noturno é geralmente acolhedor, cheio de estrelas brilhantes que enchem nossos olhos de alegria e esperança. Hoje, porém, elas não estavam lá. Milhares de nuvens tampando a bela visão, soltando gotinhas geladas em uma doce garoa acolhedora.
O vento gélido era de cortar a face, mas também um abraço da realidade. Não havia sons, nem mesmo um grilo para me fazer companhia. A desculpa para estar ali fora a mais tola possível, mas pareceu funcionar.
Observando a escuridão, notando o quão isolado ela era pude descobrir que até mesmo o céu sem vida é também acolhedor. Ouviu meus soluços, esperou meus tremores passarem e ainda assim continuou a me acomodar no vazio.
Tudo que gostaria de saber naquele momento era quando ia chegar a minha vez de estar junto as estrelas e se tornar parte de uma galáxia. Mas como disse, obtive como resposta apenas o silêncio, e deste silêncio eu preciso me recordar de como interpretá-lo.

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Yoo...