segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Furacão sem liberdade

Por onde eu passo, destruo tudo. Não fica nada em pé. Um sussurro equivale a um grito sônico devastador não só de tudo e todos como de mim também. Uma paisagem fria e densa se forma, não há nada de lindo e atrativo nisso. Só resta o isolamento e a aceitação da solidão.
Não há mar, nem terra. A vegetação toda se esvai. É estranho isso, quero abraçar o mundo de amor e só causo mais repulsa e ódio. Receber olhares tortos e mesquinhos ao som de calúnias.
Complicado isso. Vou seguir um rumo sem rumo, porém não posso. Não posso porque me obrigo a não ir, a não querer e a não viver. Talvez eu deva encarar como lei que viver não possa estar nos meus planos. Nunca esteve se formos contar que, segundo ouvi dizer, nunca deveria ter surgido nesse planeta.
Eu sou um furacão sem liberdade em terras frias. Posso chorar um oceano todo que ainda assim não deixarei de ser um furacão. Nada muda se eu não mudar, mas como ter forças de mudar quando não se possui um escudo de qualidade? Talvez seja mais uma desculpa para tentar aceitar e tentar não se ferir mais. Extremamente frustrada comigo. Contudo, ainda sou um furacão sem vento, que tem como maior objetivo acabar com tudo.

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Yoo...