sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Aquarela

Hoje, enquanto fazia uma ilustração tola de natal, fiquei admirando meu kit de aquarela. Analisando suas cores, e a forma como ela passa de pó a tinta. Molhando-as com água filtrada, girando a cédulas do pincel em diversas cores, tornando azul e preto a cor do céu noturno. Como é intrigante que, dependendo da quantidade de água, ela pode ficar muito concentrada ou apenas um reflexo colorido no papel. Se ir com calma e usar diversos pinceis, consegues fazer contornos e detalhes mínimos tais como um lápis de cor. E o papel enrugado no final, vira o charme da manhã. Com paciência, após a secagem do papel, vem os detalhes finais: passa a caneta ali, reforça com lápis ali. Assina seu nome e pronto, uma obra de arte feita em casa e por si mesmo. Com aquarela de escola.
Sabe, assim é a vida. Você cria um esboço, dá alguns detalhes e pinta a cada dia um pouquinho da sua arte. Obviamente algo dá errado, talvez você erre a cor ou use muita água, mas daí percebe que aquele erro foi o detalhe perfeito que faltava para o desenho estar completo. E no fim, quando já tiver terminado todo o trabalho e tiver deixado o mesmo secar por completo, ele descolorirá.
A aquarela é a vida, a vida é a aquarela ambulante. Até quando vai a nossa arte? Você cuida bem da sua? Que cores usa para ela? É o ciclo da vida que se inicia para todos, sem exceção. No fim, todos são artistas. Talvez... Bom, talvez esteja na hora de lavar estes pincéis.

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Yoo...