segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Mil alfinetes cortando-lhe a face

Hoje é finados, geralmente todos se perguntam por qual motivo nesta data sempre chove. Na minha concepção deve ser o luto das divindades com os que já partiram, que choram e lamentam de saudade.
É um dia triste e cinza, com cheiro adocicado de flores no cemitério. Os túmulos se tornam mais frios que o normal e mais solos também. Um dia onde a maioria se veste de preto e aprecia a morte. Uma data "comemorativa" pela qual sinto muito acolhida e eu nem mesmo sei o porquê.
Está ventando como mil alfinetes cortando-lhe a face, me fazendo companhia nessas novas dores no coração. Talvez se eu fechar os olhos, possa relembrar a sensação de quando tinha minha companheira para dias como esse. Mas felizmente, a janela está fechada.
De qualquer forma, não quero ser visitada pela Senhora Morte hoje, apesar de saber que a mesma se encontra a espera de uma hora marcada em minha família. São tantos monstros me sugando as forças, tumultuando minha mente e estraçalhando meu peito, que estou bem no escuro. Sozinha, entretanto, não é algo a se confirmar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Yoo...