sábado, 31 de outubro de 2015

Café da manhã

Acordar junto ao sol, os pássaros cantavam no jardim e o vento nos inundava com som dos sinos, tão suaves e calmantes. Sobre a mesa havia três xícaras, pães acompanhados de manteiga, leite, café e açúcar. De todas as xícaras, apenas uma ainda não fora usada, a minha.
Sentei sem fazer barulho. Analisei a situação que estava. Era amargante a sensação de abandono e solidão. Servi-me de leite com meio fatia de pão, que desceu empurrada na garganta um grande nó. Suspirei derrotada, enchendo-me de leite, que apesar do açúcar, parecia sem gosto.
Passei a fechar os olhos. O sol da janela atrás de mim refletia sobre a pia e me esquentava a nuca. Podia sentir o tempo seco e o barulho do ar-condicionado do vizinho, que fazia um barulho irritante. Olhei novamente os lugares vazios a mesa. Talvez a solidão fosse uma de minhas melhores amigas.

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Yoo...