sexta-feira, 22 de maio de 2015

O céu não é o bastante

O que difere do real ou sonho? Sempre me pergunto isso antes de adormecer. Não seria mágico poder tornar real todos aqueles momentos felizes que insistimos em imaginar sempre que fechamos os olhos?! Para mim seria algo esplendido, poder te tocar e te fazer sorrir. Mirar nos teus olhos, bagunçar teu cabelo e sentir tua alma. Dizer eu te amo e provar da tua boca.
Seria como um manjar dos deuses, ter uma vida sem arrependimentos em que tudo ocorresse de forma perfeita ao meu olhar. Entretanto, obviamente isso não seria o suficiente. O ser humano por mais honesto que seja, na primeira oportunidade de enriquecer ficá ganancioso, um ser que é facilmente corrompido com nuvens. O céu nunca é o bastante. Em dias, seu paraíso particular não seria o suficiente para si, desejaria por mais.
Desejaria voar, flutuar, suspirar, esquecer e recomeçar. O que é o paraíso então, se nada é o bastante? Qual é a magica se no fim não é o que de fato queremos dali a alguns anos? Não sei, não compreendo. A dor de deixar o ontem realmente para trás eu não saberei, não fazia questão de entender. Apenas queria ir para outra vida real, com outros sonhos imaginários, deixando para trás memórias suas. Apenas longe de tudo.
Volto a perguntar, o que difere do real ou sonho? Talvez nada, talvez tudo. Quero apenas chorar e ansiar pela busca incessante de uma vida boa. De um paraíso, mesmo ele sendo você. Mesmo ele sendo algo inconceptível. Mesmo que ele seja o simples, uma mentira, o nada. Adeus céu...



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Yoo...