quinta-feira, 19 de março de 2015

Para casa em baixo de chuva

Saída de escola. Chovia naquele dia, naquela hora estava muito grossa, em uma ladeira. Enxurrada descia velozmente, levando consigo pedaços do asfalto. Encarando aquilo, estavam três garotas em uma unica sombrinha. Quebrada, devo ressaltar.
Entre risos e choros, carros passavam e nesse movimento jorrava água sobre as três. Naquela rua  nunca se ouviu tantos palavrões e gritos agudos, um marco para a história daquela capata cidade. Canelas molhadas, medo e metas impulsionavam-nas a seguir em frente. Barro, força de vontade.
É nessas horas que acontecem, de forma sátira, os momentos épicos de filme de terror. "Podem ir, eu fico na chuva", "Não vamos ir sem você". É tão deprimente, que me faz rir! Encharcadas dos cabelos aos pés, a ponto de torce as roupas no próprio corpo. Frio, hipertermia, sinusite, casa, banho quente e muitos risos.
Isso, caro leitor, poderia ser um texto sobre o quanto a chuva nos move a seguir nossos sonhos no ato de não desistir. Poderia ter a reflexão do quão a amizade é importante ou do quanto você pode se divertir (ou adoecer) ao tomar uma chuva. Mas não. Isso é só um texto que fala sobre três garotas que deram a má sorte de ir para casa em baixo de chuva, após o término das aulas.

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